Jéssica Azevedo




Paro-me a tua companhia e consigo pensar em nada [tudo], sei La
Penso em nada e tudo ao mesmo tempo, e você pergunta: “No que pensas meu bem?”
O que responder? Visto que, nem eu mesma sei o que me faz ficar em devaneios por segundos, minutos ou horas
Seria meu silêncio a única forma que encontro de manifestar tudo que você me faz sentir?!
E surge “o porquê” de tantas dúvidas e perguntas.
Sinto muito, mas meu ‘eu’ só autoriza dizer que independente de qualquer duvida ou questionamento tudo é uma certeza no fundo de onde não enxergamos, mas sentimos.
É nesse órgão torácico que pulsações diversas acontecem, boas, ruins, felizes e tristes
E nesse compartimento quero que resida por muito tempo, não digo ‘para sempre’ porque como diz a música ‘por enquanto de Legião’ “o para sempre, sempre acaba”.
Mas posso dizer e desejar que seja eterno, mesmo que apenas por um piscar de olhos ou um suspiro, tudo vale perto de você!
Não quero jamais me lembrar de não esquecer nossos momentos, mesmo que sejam aqueles que se resumem a um breve abraço de um pequeno instante
Desejo que nossos pretéritos sejam lembranças constantes, jamais fugazes.
Você acaricia lembranças do momento agora
Você faz cócegas em meu coração e ele começa a pulsar como se quisesse sair de dentro de mim e juntar ao teu em um só lugar
Porventura quisera meu coração ficar ao lado do teu por uma simples e avassaladora paixão?!
Como isso acontece? Não sei, sinceramente não sei responder.
Você proporciona-me a plenitude de estar bem.
E se me perguntasse com o que eu te compararia diria que com um jardim, cheio de flores desabrochadas e com muitas ainda por desabrochar
E surge mais uma pergunta em sua cabeça, ‘o porque de um jardim?’
Eu digo: porque nos jardins as flores funcionam como os sentimentos, alguns eclodidos outros ainda não, mas é tudo uma questão de tempo...
A espera da primavera talvez?! 
Existe uma autonomia nas flores:elas sustentam a beleza e o fascínio de uma pessoa para aquela paisagem.
Elas permanecem em silêncio o ano todo esperando o colorido das borboletas e os [en]cantos dos pássaros.
Compararia-te na verdade com tanta coisa, aspectos incomensuráveis.
Seria essa a única forma que encontro de petrificar nossos momentos: o silêncio?!
Ahh! São tantos os mistérios que rondam os meus pensamentos no exato momento
Eu que a pouco tempo me encontrava apática com medo de tudo e todos e de qualquer tipo de conexão sentimental
Mas ai apareceu você (‘do nada?’) sim, literalmente do nada, e pior ainda de maneira mais que singular
E o que mencionar além de toda a minha satisfação de estar com você
Quando estou ao teu lado recebendo seus carinhos e ganhando seus beijos me sinto incólume
Em seus braços presa pelos seus abraços me sinto mais que ilesa
Porém, ao mesmo tempo em que me encontro sã e salva sou sua refém, pois você prende-me por meio de algo que não pode se explicar, apenas sentir.
E é dessa forma que com toda a asseveração eu digo:
                                                                
                                                     Tu és o que me aliena,

                                    que me deixa fora de mim,

                             mas também o que me faz ter os pés no chão,

                                                 Tu és o que eu sinto...

                                   É os meus sonhos e também minha realidade

                                                        O alguém que me mantém                            
                              
                                            É o que vejo, e acima de tudo...

                                                      És o quê e quem eu quero!


Jéssica Azevedo

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